Mostrando postagens com marcador lenda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lenda. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Botos


Quando cheguei na Amazônia, uma das coisas que mais me fascinou foi a aparição dos botos nos rios da região. Do nada, você está olhando para o rio, de repente aparecem um ou vários botos, e rapidamente afundam e somem. Pequeninos, grandes, cinzas ou rosas. O coração sempre bate mais forte, dá uma emoção bacana ver um boto, e fotografá-los é um desafio, pois quando você aperta a botão eles já afundaram.

Eu já consegui bater algumas fotos dos botos aqui por perto de Tefé. Eis uma delas com dois botos:


Acho que todos já ouviram falar de uma das lendas sobre os botos.
Uma delas diz que os botos transformam-se em homens e engravidam as mulheres. Depois voltam para o rio e nunca mais aparecem. Então, filhos de mães solteiras são possivelmente filhos do boto. De fato comentam essa história por aqui. O boto acaba sendo um ótimo álibi para as moças que engravidaram sem querer e não têm como justificar para as famílias o fato. Os antigos realmente acreditam nisso. Ouvi de uma paciente outro dia que a avó dela a proíbe de ir para a beira do rio sozinha para não ser "levada" pelo boto. Alguns relatos dizem que o boto, quando transformado em homem, se veste de branco e usa um chapéu para esconder aquela "barbatana". Cuidado com o boto, meninas.

Outra história que já escutei de diversas pessoas, diz respeito à diferença entre o boto cinza e o boto rosa. O cinza é menor, o rosa é grandão. Não sei falar nada sobre serem ou não de espécies (ou sei-lá-o-que) diferentes. Mas a história é sempre a mesma: os botos cinza são bonzinhos, salvam as pessoas que estão se afogando, ajudam os pescadores, nadam junto com as embarcações. Eu ouvi de um senhor, de uma espécie de tribo de índios na região das Missões aqui em Tefé, que uma criança da família dele, certa vez, sobreviveu ao cair de um barco pois um boto cinza o colocou no dorso e levou até a margem. Em compensação os botos rosas são maus, muito maus, e as pessoas têm verdadeiro ódio dos botos rosa. Dizem que eles derrubam as embarcações, e afogam as pessoas levando-as para o fundo do rio! Achei muita graça nisto, pois a Xuxa fez justamente uma música para os botos do mau: "boto rosa quem não sonha descobrir os seus segredos.... eô, eô, boto rosaaaa". Imaginem só... rs.

Mais uma: o aparelho genital, masculino e feminino, dos botos, seriam semelhantes aos dos humanos. Por este motivo, as botas estão sujeitas a estupros por partes de humanos zoófilos.

E outra: a carne dos botos não costuma ser comida. Dizem que ela é avermelhada e tem um cheiro muito forte, sendo portanto pouco apreciada para ingestão.


E para terminar: as mulheres que andam com um patuá que contenha em seu interior o órgão genital feminino de uma bota, torna-se irresistível para os homens. Os homens que andam com um dente de boto na carteira, tornam-se irresistíveis para as mulheres (ainda bem que é com um dente... rs). Ontem, acabei encontrando um hippie aqui em Tefé que me vendeu um dente de boto por 20 reais. Vamos ver se essa parte da lenda é realidade...!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A escolha



Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher...
Na verdade, o autor era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento procurou-se um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento e o resultado foi a fôrca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história. O juiz, que também estava combinado para levar o pobre à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado que provasse sua inocência.

Disse o juiz: - Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor; vou escrever em um pedaço de papel palavra INOCENTE e noutro pedaço, a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá seu destino!, determinou o juiz.

Sem que o acusado percebesse, o juiz separou os dois papeis, mas em ambos escreveu CULPADO, de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado livrar-se da forca. Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papeis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo a vibração, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papeis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.

- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual seu veredicto?

- É muito fácil! respondeu o homem. Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o seu contrário.
Imediatamente o homem foi libertado.

Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar e de lutar até o ultimo momento.

SEJA CRIATIVO! QUANDO TUDO PARECER PERDIDO, OUSE!