domingo, 13 de dezembro de 2009

Espiral no céu da Noruega

No último dia 10 de dezembro deste ano, no norte da Noruega, por volta das 7:45 no horário local (4:45 em Brasília), uma luz espiral azul, “maior que a Lua”, foi observado, fotografado e filmado por diversas pessoas.

O objeto não identificado surgiu deixando um rastro luminoso azul, mas instantes depois parou e ficou girando no mesmo lugar, formando uma espiral branca. Alguns sites dizem que o fenômeno durou 2 minutos, outros falam em 12 minutos.

Não há explicação oficial sobre o acontecimento.

Várias teorias surgiram para explicar o estranho fenômeno. A tentativa por parte dos cientistas locais está em dizer que teria sido a falha no teste de um míssel Bulava, disparado por um submarino nuclear Russo no Mar Branco. Erik Tandberg, consultor do Centro Espacial da Noruega, disse que a agência foi inundada com telefonemas sobre a origem da luz. Dentro de horas ele disse que a agência concluiu que era um míssil russo falho. Tandberg disse que uma combinação de circunstâncias fizeram a luz ficar claramente visível. A cor azul vinha de gases do míssil iluminados pelo Sol; e o aspecto do céu, muito claro e frio, ajudou na visualização. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que a Marinha do país lançou um míssil no mesmo dia, e que ele falhou no terceiro estágio de sua trajetória. Também informou que o míssil partiu do submarino nuclear Dmitry Donskoi.

Mas o ministério russo não comentou sobre o local exato do veículo no momento do disparo e se recusou a fazer qualquer conexão com a luz misteriosa. Por enquanto, nenhuma autoridade militar russa se manifestou sobre o caso.

Eu gostei do comentário deste americano:

The missile theory is that a submarine, the Dmitri Donskoy, launched the Bulava missile from the White Sea early that morning. The attached picture 1 was taken in Tromso, Norway. So the people that claim this is a missile want me to believe that if I were to follow the blue trail to its source it would be 700 miles away - in the White Sea? The atmosphere is about 30 miles thick, therefore, the missile traveled at an angle that put it 700 miles away, before it reached 30 miles up? Do you realize how shallow of an angle that is? If I were to look up details about missiles, I guarantee intercontinental ballistic missiles (ICBM) are not launched at those types of angles.
theworldriver.blogspot (dot com) - John, Boulder, CO - USA

Outras explicações falam em lasers (plausível, se o céu estivesse com neblina ou nuvens), canhões de luz (idem ao anterior), ou a aparição de um OVNI (eu sempre voto nesta opção!).

Os mais sensacionalistas dizem que foi um “sinal”, relacionam com o fim do mundo e com “2012”. Mas o melhor comentário que eu ouvi: “isso foi Deus dando descarga na Terra!”

No dia seguinte ao fato, na mesma cidade, seria a entrega do Nobel da Paz ao presidente americano, Barak Obama (eu me recuso a comentar esse fato).

Agora, meus caros leitores, pensemos bem: quando vocês já viram um míssel explodir e causar com os seus gases uma espiral de luz que gira mantendo um centro fixo, e que abre a fecha seu foco?

Vendo as imagens eu sou obrigado a ficar com a hipótese do laser/canhão de luz. Ou ninguém notou o feixe vindo de um ponto fixo na terra, como no “sinal do Batman”?

Tirem suas próprias conclusões:



sábado, 12 de dezembro de 2009

Atendente e escatologia


Fiquei até 4 da manhã vendo um filme (ruim) na globo. Como hoje era sábado e eu não tinha obrigações no quartel, previ dormir até meio dia.
Nove da manhã toca um de meus celulares, o da claro, com o número do Rio (o outro é de Tefé).
Olho no visor e não reconheço o número. Atendo.
- Bom dia! O senhor gostaria de contratar uma linha fixa da Oi?
(Penso num palavrão, mas respondo educadamente...)
- Não, obrigado. Não estou no Rio, estou numa cidade no interior da Amazônia em serviço para o exército.
(Ele deve ter pensado: "nunca ouvi uma desculpa tão absurda!" Ele continua...)
- Então não quer contratar nosso serviço de celular?
(Eu, com sono, irritado...)
- Não, meu amigo, tô no meio da selva com o exército, já tenho celular, e pelo próximo ano não tenho como contratar nada!
(Fim do telefonema)

Raios! Perdi o sono depois disso e não consegui voltar a dormir.
Malditos vendedores de serviços por telefone.

Ok... essa história não tem muita graça! Mas é minha forma de desabafar!

Mudando de assunto...
Lembrei do vídeo abaixo esses dias. Em parte pelo fato de que em Tefé, uma das coisas que mais atendemos são as gastroenterites (diarréias e vômitos). Ontem mesmo um paciente senta-se no consultório e me fala com naturalidade:
- "Doutor, desde essa noite eu tô cagando muito! Tudo mole..."
Um vídeo escatológico para vocês.



Dose única


Outro dia um paciente veio tirar uma dúvida comigo (fato real)

- Doutor, outro dia eu tive uma dor aqui (aponta para a região inguinal) e me deram uma injeção de um remédio que disseram que servia pra muita coisa, e que me deixou sem dor nenhuma! Eu queria saber que remédio foi esse. Ele se chamava "dose única"

(Fiz alguns segundos de silêncio reflexivo, com a testa franzida)

- Não lembra de mais nada no nome do remédio não?

- O nome era esse, doutor! Dose única! O senhor não sabe que remédio é esse?

- Tem muitas medicações desta maneira, em dose única... deve ter mais algum nome...

- Não doutor, era "dose única" o nome. Que pena que o senhor não conhece...!
(É mesmo uma pena! Rs...)



Pensamento do dia:

"Quando as portas da percepção forem abertas, veremos tudo como realmente são: infinitas"

(Baseado em citação de William Blake e Aldous Huxley).






quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Embrulhos


Faz algum tempo, eu havia lido uma história mais ou menos assim:

Era uma vez um jovem, muito doente que poderia morrer a qualquer momento.
Um dia decidiu sair sozinho e caminhou algumas quadras de sua casa olhando as vitrines e as pessoas que passavam.
Ao passar por uma loja de discos, notou uma moça, que parecia ser feita de ternura e beleza.
Foi amor a primeira vista. Entrou na loja olhando para sua amada.
Quando ela o viu deu-lhe um sorriso e perguntou se poderia ajudar em alguma coisa.
Era o mais lindo sorriso que ele já havia visto e a emoção foi tão grande e forte que mal conseguiu dizer que queria comprar um CD. Pegou o primeiro que viu na frente e disse " é esse aqui".
"Quer que embrulhe pra presente?", perguntou ela, sorrindo.
Ele mexeu a cabeça dizendo sim. Pegando o pacote,saiu, porém louco de vontade de ficar por ali.
Daquele dia em diante, todas as tardes voltava à loja de discos e comprava um CD qualquer.
Todas as vezes a garota saia do balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bonito, que ele guardava no closet, sem nem mesmo abrir.
Ele estava apaixonado,mas tinha medo da reação da moça.
Muitos dias depois,cheio de coragem, comprou um CD e como sempre ela foi embrulha-lo.
Quando ela já havia saido, o garoto escreveu em um papel o nome dele e o telefone, deixou no balção e saiu correndo.
No dia seguinte o telefone tocou, e a mãe do jovem atendeu. Era a garota da loja perguntando dele.
A mãe desconsolada, chorando perguntou a ela: "Você ainda não sabe? Ele faleceu essa manhã".
Mais tarde ao entrar no quarto do filho e olhar suas roupas ficou surpresa com a quantidade de CD's todos embrulhados.
Curiosa abriu um e um pedaço de papel caiu onde estava escrito: "Você é muito simpático, não quer me convidar pra sair? Eu adoraria"....


Provavelmente falta "a moral da história" nessa versão que encontrei.
Lembro que quando li esse texto há alguns anos, fiquei tocado, imaginando-me na história (sempre temos a tendência de nos transportarmos para o que lemos), e sentindo o sarcasmo do destino no final trágico. Ainda
hoje acho que finais felizes no amor, somente em contos, histórias e poesias. Sábio Vinícius ao dizer "eternamente enquanto dure". Mesmo as eternidades são efêmeras.
Estão me achando pessimista hoje? Ok. Abram todos os pacotes daqui pra frente. Simples assim!

Para quem se perguntou "Por que a foto da 'Kate' da série LOST no início do post?", algumas explicações possíveis. Eu compraria vááários CD's em uma loja onde ela trabalhasse. O post ficou mais bonito. E em terceiro lugar, porque eu quis! Rs.

Enquanto isso em em algum lugar no meio da selva amazônica: hoje não acabou a luz. Choveu um pouco, como todos os dias aqui pela selva. Chove todo dia pelo menos 5 minutos. Vendo o noticiário na TV, vi que Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande estão afundando pós chuvas. Tenho a impressão que o mundo poderia acabar e Tefé estaria na mesma paz e rotina, isolada e protegida pela selva Amazônica. Que o poder das samaúmas nos mantenha! Rs.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Poemas que eu gostaria de ter escrito...



"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."


Autor: Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa)


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Uma das metas de minha vida: decorar este poema!


Enquanto isso em em algum lugar no meio da selva amazônica: a luz vai acabar daqui a 35 minutos. Não, meus caros, eu não me tornei um vidente. Cada setor da cidade fica sem luz por duas horas, todos os dias, em horários alternados, para economizar o óleo (ou sei lá o que) usado como combustível na usina termoelétrica de energia da cidade. Hoje, o setor que eu moro ficará sem luz das 22 às 24:00. É mole?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Humildade

"Humildade"

Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria da sua mostra simplesmente que lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.

Por humilde também se pode entender a personalidade que assume seus deveres, obrigações, erros e culpas sem resistência. Assim, se pode dizer que a pessoa ou indivíduo "assume humildemente".

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Humildade - Imagem: http://www.nippojovem.com.br/kanji/index.php)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Indo para Tefé


No dia 23 de setembro viemos para Tefé. Dentre as possibilidades para vir tínhamos ao menos 3. Avião, com custo aproximado de 500 reais, creio eu que seja um bimotor, e cuja viagem dura cerca de 2 horas. Barco, tipo um navio, que sobre o rio em aproximadamente 45 horas, onde pode-se comprar uma cabine, acho que por mais ou menos uns 300 ou 400 reais, ou levar a própria rede e pendurar em algum canto do barco, por algo em torno de 50 ou 80 reais. A terceira opção e a que escolhemos foi a lancha “ajato”, que chega em Tefé após 15 horas, com direito a almoço e TV à bordo.

Saímos de Manaus às 7 da manhã. Dormi quase que a viagem toda. Acordava de tempos em tempos para ver as maravilhas da paisagem amazônica nas margens do rio. A viagem foi mais ou menos confortável, o calor acaba sendo a parte mais desagradável. Imagine um ônibus, desses de excursão... é mais ou menos isso. As pessoas todas da região, muito simpáticas, puxando assunto, contando coisas, perguntando bastante. São todas muito menos desconfiadas do que no Rio, e mais dispostas a conversar. A comida na hora do almoço era uma caldeirada de peixe, bem apimentada, só para aumentar o calor!


O por do sol, magnífico, marcava a proximidade de nosso destino. Após longas horas, e muita floresta, chegávamos à uma pequena cidade. Já era noite e avistamos Tefé, e neste momento o coração bateu forte e apreensivo, pois estaríamos ali, relativamente isolados pelo próximo ano.


A lancha parou em uma espécie de porto flutuante, meio improvisada, onde várias pessoas aguardavam seus amigos e parentes. Um Major Médico nos aguardava para nos receber e dar as boas vindas. Deste “porto” à praia, uma tábua, algo bem improvisado, de causar impacto aos mais desavisados. Na praia, a areia branca e fina. Andamos até a rua asfaltada mais próxima, e fomos levados à casa do Major para um lanche, instruções e depois ao Hotel de Transito do Exército para pernoitarmos. O calor intenso foi então abrandado pelo ar condicionado do quarto do hotel, onde tivemos nossa merecida noite de sono.

domingo, 18 de outubro de 2009

TESTE!

Achei hilariante este e-mail que recebi.
Faça o teste!



Tabela Internacional de Graduação de Macho.

1 - ESPORTES

a.. Futebol, automobilismo, esportes radicais =
MACHO
b.. Boliche, voleibol =
TENDÊNCIAS GAYS
c.. Aeróbica, spinning =
GAY
d.. Patinação no Gelo, Ginástica Olímpica =
BICHONA
e.. Os mesmos anteriores, usando short de lycra =
BICHONA LOUCA

2 - COMIDAS

a.. Paca, capivara, javali =
CONAN
b.. Churrasco, Massas, Frituras =
MACHO
c.. Peixe e salada =
FRESCO

d.. Sanduíches integrais =
GAY
e.. Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor =
BICHA ASSUMIDA

3 - BEBIDAS

a.. Cachaça, cerveja, whisky =
MACHO
b.. Vinho, vodka =
HOMEM
c.. Caipifruta =
GAY
d.. Suco de frutas normais e licores doces =
MUITO GAY
e.. Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante =
PERDIDAMENTE GAY

4 - HIGIENE

a.. Toma banho rápido, usa sabão em barra =
LEGIONÁRIO
b.. Toma banho rápido, usa xampu e esquece das orelhas ou do pescoço =
MACHO
c.. Toma banho sem pressa e curte a água =
HOMEM
d.. Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido =
TENDÊNCIAS GAYS PREOCUPANTES
e.. Toma banho com sais e espuma na banheira =
VIADAÇO SEM CURA

5 - CERVEJA

a.. Gelada e em grandes quantidades =
DESTROÇADOR
b.. Só cervejas extra, premium e importadas =
HOMEM FINO DEMAIS

c.. Só uma às vezes para matar a sede =
BICHICE SOB CONTROLE
d.. Com limão e guardanapo em volta do copo =
BICHA
e.. Sem álcool =
GAZELA SALTITANTE

6 - PRESENTES QUE GOSTA DE GANHAR

a.. Ferramentas =
OGRO
b.. Garrafa de whisky =
MACHO
c.. Eletrônicos, informática, roupas de homem =
HOMEM MODERNO
d.. Flores =
VIADO

e.. Velas aromáticas, perfumes,doces caramelados, bombons =
DONZELA VIRGEM

7 - CREMES

a.. Só creme dental =
GORILA
b.. Protetor solar só na praia e piscina =
HOMEM MODERNO
c.. Usa cremes no verão =
BICHA FRESCA

d.. Usa cremes o ano todo =
BICHONA TOTAL

e.. Não vive sem hidratante =
CONSTA NA FILA DE ESPERA DA OPERAÇÃO PRA TROCA DE SEXO

8 - ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

a.. Só dinossauros =
BRUTO
b.. Tem um vira-lata que come restos da comida =
HOMEM
C.. Tem cão de raça que só vive dentro de casa e come ração especial =
BICHA
d.. O cão de raça dorme na sua própria cama =
BICHONA TOTAL
e.. Prefere gatos =
TOTALMENTE PASSIVA

9 - PLANTAS

a.. Nem pra comer =
TROGLODITA
b.. Come algumas de vez em quando =
RAMBO

c.. Tem umas no quintal, mas nem são regadas =
HOMEM
d.. Tem plantinhas na varanda do apartamento =
VIADO

e.. Rega, poda e conversa com as flores do jardim =
BICHONA PERDIDA

10 - RELAÇÃO COM ESPELHO

a.. Não usa =
VIKING
b.. Usa para fazer barba =
MACHO
c.. Admira sua pele e observa seus músculos =
GAY
d.. Idem c, e ainda analisa a bunda =
LOUCA
e.. Admira-se com diferentes camisas e penteados =
TRAVECO

11 - PENTEADO

a.. Não se penteia ou raspa tudo =
SELVAGEM
b.. Só se penteia pra sair à noite =
HOMEM

c.. Penteia-se várias vezes ao dia =
FRESCO
d.. Pinta o cabelo =
BICHONA TOTAL
e.. Dá conselhos de penteados =
BELA ADORMECIDA

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AMAZÔNIA - parte 5

Manaus, em resumo.


Fomos muito bem recebidos em Manaus. Destaco a figura da Tenente Socorro como a principal responsável por nossa boa estadia por lá.


Manaus é uma cidade com a mesma estrutura que Rio ou São Paulo. Grandes avenidas, lojas de todas as principais marcas, grandes supermercados. Os shoppings são atrações a parte, muito bem projetados, suas arquiteturas derrubam os antiquados shoppings do Rio. Um deles tem até uma espécie de estufa com um pedaço de floresta dentro. Lojas nos shoppings vendem eletrônicos com maior variedade e melhor preço que no Rio. Apesar disso já não existe a "zona franca de Manaus". Os próprios habitantes se referem a ela como "zona fraca de Manaus". Em um dos dias me perdi entrando em um ônibus errado e no percurso para a zona industrial vi áreas gigantescas das fábricas, que ainda permanecem por lá, mas a venda de seus produtos acaba saindo pelo mesmo preço que em qualquer lugar do Brasil.


O turismo que tive oportunidade de fazer, conheci o Teatro Amazônas, com bela arquitetura e uma iluminação incrível à noite (imagem ao lado), casas de sucos com frutas que eu pouco ou não conhecia (comento sobre os sucos em outra oportunidade), o porto (de onde fiz fotos belíssimas), o mercado popular em frente ao porto, o centro da cidade, algumas igrejas... e talvez outros lugares que não me recordo agora.



Sobre o ecoturismo, passei por duas experiências interessantíssimas. A primeira dela foi pegar, junto com meus amigos médicos-militares, um barco e seguir até o encontro dos rios Negro e Solimões. Um passeio inesquecível, tendo em vista a divisão nítida do encontro das duas águas, uma mais barrenta e a outra mais escura, e em segundo lugar porque tivemos a rara oportunidade de mergulharmos ali, no encontro dos dois rios, e notar a diferença até mesmo na temperatura das duas partes! Diz o senhor que nos levou de barco que mergulhar ali dá "força"! Clicando na imagem dá para ver maior. Sou o da extrema esquerda.


Em outra oportunidade saímos em busca de jacarés. Nosso barco, em plana noite, embrenhou-se na floresta amazônica em um passeio inacreditável dentro de caminhos fluviais que adentravam a selva. Os sons dos animais, aves e insetos da floresta foram a sinfonia para a aventura de iluminar ao longe os olhos dos jacarés, no breu total e ir de encontro a eles na tentativa de capturas algum, com as mãos, para bater fotos e devolvê-lo à natureza. Me senti no Globo Reporter! Rs.






Na "orla" do rio, tem bares, pizzaria, comidas típicas.... Muitos bares e boates pela cidade toda. Não faltam opções de lazer.


Desvantagens de Manaus: o preço do taxi, onde uma corridinha sai por 30 reais ou mais (ah... e tudo deve ser negociado, nunca se esqueçam). Fácil fácil os taxistas te oferecem a corrida por um valor fechado, sem ligar o taxímetro, quando na realidade sairia mais barato se o taxímetro tivesse ficado ligado! Cuidado.
E o calor. Todo dia faz 40, 42 graus... um terror.

Enfim, eu recomendo Manaus turisticamente.


Enquanto isso, minha aventura militar continua em próximos capítulos!


SELVA!