sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Tefé em rede nacional
quinta-feira, 15 de abril de 2010
De perto, ninguém é normal
OBS - Estou sumido do blog, mas ainda hoje prometo um post sobre possessão demoníaca! Até!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Botos
Eu já consegui bater algumas fotos dos botos aqui por perto de Tefé. Eis uma delas com dois botos:
Acho que todos já ouviram falar de uma das lendas sobre os botos.
sábado, 6 de março de 2010
Cupuaçu e açaí
Prato principal: tambaqui na brasa.
Mas o assunto deste post será sobre as sobremesas...
- Tenente, tem creme de "cupu" (cupuaçu) e açaí! o senhor já provou?
- (eu) Já! O creme é uma delícia, mas o açaí só provei o que eles fazem lá no Rio.
(gargalhada geral)
- Aquilo não é açaí, Tenente! Açaí é esse aqui, que a gente tira direto da árvore (me mostra o braço todo ralado), sem nenhuma mistura para engrossar ou para te enganar. Mas tem uma coisa. Ou come o cupuaçu ou come o açaí!
- (eu) Por que? Tem pouco?
(gargalhada geral)
- Não... Se comer os dois o senhor vai passar mal!
- (eu) Diarréia?
- Não! Vai vomitar muito! Ou então vai ter muita dor no estômago!
- (eu) Mas eu quero provar os dois! VOU provar os dois!
- O senhor que sabe... mas te avisamos!
O creme de cupuaçu estava uma delícia. Eles batem a poupa da fruta do cupuaçu com creme de leite e leite condensado e põe pra gelar. Bom mesmo! Parece uma mousse!
O açaí estava num panelão enorme, não sei como se prepara, mas sei que eles pegam as frutinhas que são durinhas, deixam de molho, moem ou fazem sei lá o que (vou pesquisar) e depois coam asando um pano, e o que se come é o caldo, que eles dizem que é como um vinho do açaí. Comi uma xícara, com um pouco de açúcar e um punhado de tapioca (uns flocos crocantes meio sem gosto) misturada ao açaí.
Sei que todo mundo ficou me olhando, e de tempos em tempos perguntavam "tá bem? Tem certeza? Quero ver amanhã!"
Bom, até agora... tá indo tudo bem... rs! Deve ser alguma superstição como comer manga com leite...!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Preguiça!

Para minha surpresa, já no trecho perto do aeroporto, tive a felicidade de encontrar uma PREGUIÇA atravessando a rua! Linda! Incrivelmente linda! Uma das cenas mais emocionantes que já presenciei aqui na Amazônia. Cheguei muito perto, e ela simplesmente me ignorou, e continuou, lentamente a engatinhar até o outro lado. Subiu calmamente o meio fio, atravessou a calçada e se embrenhou novamente na selva.
Com mais ou menos 1 metro de comprimento, peluda, de cor amarronzada, braços longos com unhas ou garras muito cumpridas, rosto simpático, aparentava uma miniatura de um pé grande daqueles simpáticos dos filmes da sessão da tarde! Dá vontade de trazer pra casa! Incrível! Belíssimo! Parece um bicho de pelúcia cumprido e sorridente andando em câmera lenta.
Minha única raiva foi não estar com nenhuma máquina fotográfica na hora! Mas achei uma foto no google mais ou menos parecida, na mesma situação:
Pesquisei na Wikipedia algumas informações a respeito da preguiça. Detalhe, que segundo o texto, a preguiça só desce das árvores a cada 7 dias para defecar! Ou seja, eu presenciei o exato momento em que a preguiça estava indo ao banheiro!!!! hahahaha!
Sobre a preguiça:
A preguiça, ou bicho-preguiça é um mamífero da ordem Xenarthra, a mesma dos tatus e tamanduás, pertencente à família Bradypodidae (preguiças com três dedos) ou Megalonychidae (preguiças com dois dedos). (NÃO CONTEI OS DEDOS DELA!)
Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica, o animal se alimenta dos frutos da Cecropia (embaúba, conhecida por isto como árvore-da-preguiça)
sábado, 23 de janeiro de 2010
Louva-a-deus

NOME EM INGLÊS: Praying Mantis
NOME CIENTÍFICO: Mantis religiosa
FILO: Arthorpoda
LASSE: Insecta
ORDEM: Orthoptera
FAMÍLIA: Mantidae
COMPRIMENTO: (fêmea): Cerca de 5 cm
CABEÇA: triangular, que se movimenta facilmente
ANTENAS: curtas e delgadas
COR: verde ou castanho
Os louva-a-deus são insetos relativamente grandes, de cabeça triangular, tórax estreito com pronoto e abdómem bem desenvolvido. São predadores agressivos que caçam principalmente moscas e afídios. A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-deus. Como não possuem veneno, os louva-a-deus contam com as suas pernas anteriores que são raptatórias, ou seja, modificadas como garras, para segurar a presa enquanto é consumida. A sua voracidade leva a que sejam considerados muito bem vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que, na ausência de pesticidas, são um fator importante no controlo de pragas de jardim. Na América do Norteocorrem apenas três espécies de louva-a-deus, duas das quais introduzidas no início do século XX para este mesmo efeito.
Apesar de serem muito diferentes, os louvadeus são parentes das baratas e dos grilos.
O voo do louva-a-deus é algo impressionante. Copia muito bem um voo de um caça de combate. Ele também tem a capacidade de desviar de ataques de morcegos em pleno voo executando mergulhos.
O louva-a-deus é um animal muito venerado na China, tendo inclusive estilos de Kung Fu baseados em seus movimentos.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Taperebá
Umidade 82,70 g
Vitamina B2 0,06 mg
Proteínas 0,80 g
Niacina 0,50 mgFibra alimentar 1,00 g
Vitamina C 28,00 mg
Cálcio 26,00 mg pH 2,90
Fósforo 31,00 mg Brix 8,50 %
Ferro 2,20 mg

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Pacu

São típicos da Bacia Amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata e São Francisco, onde algumas espécies serão encontradas em rios, lagos e igapós, e outras em corredeiras e pedrais, alimentando-se de frutos, sementes, algas e também de crustáceos e moluscos.
Atinge 15 kg de peso, comum até 8 kg. São praticadas duas formas diferentes de pesca: na vara de bambu, fisgada com frutos (tucum, laranjinha ou genipapo) ou pesca apoitada com isca de caranguejo.
Tanto os do gênero Metynnis (21 espécies), quanto os do gênero Mylossoma (5 espécies) apresentam o corpo alto e comprimido lateralmente em forma arredondada ou ovalada, coberto de pequenas escamas. A cabeça e a boca dotada de fortes dentes molariformes dispostos em uma ou duas fileiras, são pequenas e as nadadeiras dorsal e anal estão situadas na parte posterior do corpo. A coloração depende de cada espécie e muitas vezes da água onde vivem. Espécies como o Pacu-borracha, apresentam manchas avermelhadas pelo corpo.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Bodó

Fui até lá:
"Quanto custa?"
"Dois reais"
"É bagre?"
"A gente chama de BODÓ"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
18 graus

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Indo para Tefé
No dia 23 de setembro viemos para Tefé. Dentre as possibilidades para vir tínhamos ao menos 3. Avião, com custo aproximado de 500 reais, creio eu que seja um bimotor, e cuja viagem dura cerca de 2 horas. Barco, tipo um navio, que sobre o rio em aproximadamente 45 horas, onde pode-se comprar uma cabine, acho que por mais ou menos uns 300 ou 400 reais, ou levar a própria rede e pendurar em algum canto do barco, por algo em torno de 50 ou 80 reais. A terceira opção e a que escolhemos foi a lancha “ajato”, que chega em Tefé após 15 horas, com direito a almoço e TV à bordo.
Saímos de Manaus às 7 da manhã. Dormi quase que a viagem toda. Acordava de tempos em tempos para ver as maravilhas da paisagem amazônica nas margens do rio. A viagem foi mais ou menos confortável, o calor acaba sendo a parte mais desagradável. Imagine um ônibus, desses de excursão... é mais ou menos isso. As pessoas todas da região, muito simpáticas, puxando assunto, contando coisas, perguntando bastante. São todas muito menos desconfiadas do que no Rio, e mais dispostas a conversar. A comida na hora do almoço era uma caldeirada de peixe, bem apimentada, só para aumentar o calor!
O por do sol, magnífico, marcava a proximidade de nosso destino. Após longas horas, e muita floresta, chegávamos à uma pequena cidade. Já era noite e avistamos Tefé, e neste momento o coração bateu forte e apreensivo, pois estaríamos ali, relativamente isolados pelo próximo ano.
A lancha parou em uma espécie de porto flutuante, meio improvisada, onde várias pessoas aguardavam seus amigos e parentes. Um Major Médico nos aguardava para nos receber e dar as boas vindas. Deste “porto” à praia, uma tábua, algo bem improvisado, de causar impacto aos mais desavisados. Na praia, a areia branca e fina. Andamos até a rua asfaltada mais próxima, e fomos levados à casa do Major para um lanche, instruções e depois ao Hotel de Transito do Exército para pernoitarmos. O calor intenso foi então abrandado pelo ar condicionado do quarto do hotel, onde tivemos nossa merecida noite de sono.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
AMAZÔNIA - parte 5

Fomos muito bem recebidos em Manaus. Destaco a figura da Tenente Socorro como a principal responsável por nossa boa estadia por lá.
O turismo que tive oportunidade de fazer, conheci o Teatro Amazônas, com bela arquitetura e uma iluminação incrível à noite (imagem ao lado), casas de sucos com frutas que eu pouco ou não conhecia (comento sobre os sucos em outra oportunidade), o porto (de onde fiz fotos belíssimas), o mercado popular em frente ao porto, o centro da cidade, algumas igrejas... e talvez outros lugares que não me recordo agora.
junto com meus amigos médicos-militares, um barco e seguir até o encontro dos rios Negro e Solimões. Um passeio inesquecível, tendo em vista a divisão nítida do encontro das duas águas, uma mais barrenta e a outra mais escura, e em segundo lugar porque tivemos a rara oportunidade de mergulharmos ali, no encontro dos dois rios, e notar a diferença até mesmo na temperatura das duas partes! Diz o senhor que nos levou de barco que mergulhar ali dá "força"! Clicando na imagem dá para ver maior. Sou o da extrema esquerda.
na floresta amazônica em um passeio inacreditável dentro de caminhos fluviais que adentravam a selva. Os sons dos animais, aves e insetos da floresta foram a sinfonia para a aventura de iluminar ao longe os olhos dos jacarés, no breu total e ir de encontro a eles na tentativa de capturas algum, com as mãos, para bater fotos e devolvê-lo à natureza. Me senti no Globo Reporter! Rs. Na "orla" do rio, tem bares, pizzaria, comidas típicas.... Muitos bares e boates pela cidade toda. Não faltam opções de lazer.
Desvantagens de Manaus: o preço do taxi, onde uma corridinha sai por 30 reais ou mais (ah... e tudo deve ser negociado, nunca se esqueçam). Fácil fácil os taxistas te oferecem a corrida por um valor fechado, sem ligar o taxímetro, quando na realidade sairia mais barato se o taxímetro tivesse ficado ligado! Cuidado.
E o calor. Todo dia faz 40, 42 graus... um terror.
Enfim, eu recomendo Manaus turisticamente.
Enquanto isso, minha aventura militar continua em próximos capítulos!
SELVA!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
AMAZÔNIA – parte 4
Primeiro dia em Manaus, 17/09/09
2:22 hora local - 3:22 no Rio de Janeiro
Para chegar ao aeroporto do Galeão no Rio, saindo de Niterói, pegamos um engarrafamento infernal por conta de congestionamento na Av. Brasil. Quase perco o vôo! Já no aeroporto, minha mala excedeu em 12 Kg o peso recomendado de 23 kg. Paguei 135 reais de excesso de bagagem. A mulher do guichê perguntou: “por que todos vocês estão com excesso de bagagem”? A resposta foi muito simples: passar um ano longe de casa e colocar tudo o que será preciso em uma única mala não é nada fácil! A espada de oficial também foi despachada. Despedimo-nos de nossas famílias e embarcamos. Minha bagagem de mão foi considerada suspeita. Chamaram um rapaz que colocou um par de luvas e começou a revistar minha pasta em busca de “algo parecido com uma gaita” que foi visto no “raio X”. Tudo da pasta retirado, nada foi encontrado. “Deve ter sido sobreposição de imagem”. Vai entender.
Vôo tranqüilo, apesar do pouco espaço à bordo. De lanche, um copo de refrigerante, um mini bolinho e um mini saquinho de biscoitos salgados. Muito escasso! Uma das aeromoças, belíssima, não deixou ninguém a fotografar dizendo que poderia ser demitida. Exatas 4 horas de vôo até Manaus. Uma hora à menos no fuso horário aqui. Temperatura em plena madrugada em torno de 27 graus. Fomos muito bem recebidos por um Major muito simpático. Fomos trazidos de ônibus do exército para o Quartel onde ficaremos alojados temporariamente. No caminho foi-nos mostrado a margem do rio Negro, que possui uma calçada nos mesmos padrões das calçadas de Copacabana, “como se praia fosse”. Mas não foi possível ver o rio, só o calçadão. No alojamento do exército, beliches, ar condicionado e televisão. Já fomos avisados que as regiões estão precisando urgentemente da chegada dos médicos. Ficaremos o menor tempo possível em Manaus, apenas o necessário para vacinas e documentações, e iremos para Tefé em avião da FAB o mais breve possível.
(Postando de uma sorveteria com internet, com pouco tempo e pouca bateria...)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Perigos da selva

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Promessa

"Por mais terras que eu percorra,
domingo, 13 de setembro de 2009
AMAZÔNIA – parte 3


Na terceira semana de treinamento passamos pelo treinamento acampados na Vila Militar. Aprendemos noções de sobrevivência no campo, transpor percursos de água, atravessar território inimigo de dia e à noite rastejando em solo, lama, lago, fizemos rapel, pista de cordas sobre o lago, percursos noturnos na mata com bússola... e outras tantas atividades de treinamento. A última semana foi de treinamento intenso para a formatura, que ocorreu no dia 11 de setembro de 2009, onde fomos declarados Aspirantes a Oficiais da Reserva, recebemos nossa espada de oficial e fizemos o juramento. A experiência destes últimos 40 dias foi inesquecível, tanto pelo treinamento em si, pela equipe de instrutores extremamente dedicada, quanto pelas pessoas que ali encontrei. Sofremos junto sob o sol, a chuva, o frio, a fome, o cansaço, mas nos divertimos muito, rimos bastante e levaremos todos na memórias as lembranças do inicio do nosso oficialato. BRASIL ACIMA DE TUDO!
Semana que vem embarcaremos para Manaus. Próxima etapa: treinamento na SELVA!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
AMAZÔNIA – parte 2

BUROCRACIAS
Após minha decisão de servir como médico por um ano na Amazônia, seguiu-se a parte chata do processo: efetuar o voluntariado. Com inúmeras idas e vindas à junta de alistamento de Niterói (deveria ser esta devido ao fato de eu ter feito faculdade nesta cidade), consegui trocar o meu CDI (Certificado de Dispensa de Incorporação, ou algo do gênero) por um CAM (Certificado de alistamento militar). Paciência, fotos 3x4 e muitas cópias de documentos foram necessárias a partir de então. Depois todo o contato passou a ser feito diretamente no Palácio Duque de Caxias, no centro do Rio, em um departamento de Seleção Especial. Mais documentos, muitos cadastros e então a lista com diversas cidades no Amazonas para escolher passar um ano. Diversas cidades que eu nunca havia ouvido falar nem sabia informações nenhuma. Com uma ligeira pesquisa no Google e conversando com algumas pessoas dei um tiro meio na penumbra e escolhi a cidade para onde iria: Tefé, no Amazonas, que fica a uma distância de mais ou menos 36 horas de barco de Manaus subindo o rio Solimões. Todos me perguntam: “mas por que Tefé”? Na verdade não tenho essa resposta. Mas vou para Tefé, e seja o que Deus quiser! Todos os voluntários para as cidades na Amazônia, uns 10 mais ou menos, recebemos uma lista com o fardamento que deveríamos adquirir o mais breve possíveis pois embarcaríamos para Manaus no dia 06 de agosto para começarmos lá o nosso treinamento. Foi uma corrida para conseguir comprar todos os itens. Calça, camisa, gandola e gorro camuflados, coturno de selva, roupa para educação física, distintivos, emblemas... enfim, uma quantia considerável em roupas foi gasta nesta etapa, com o intuito de estar pronto o mais breve possível para o embarque. Comprei quase tudo em lojas de artigos militares que ficam perto do “Distrito Naval” no centro do Rio. Minha vida virou de pernas para o ar nesta etapa, afinal, eu tinha 2 semanas para largar tudo e passar um ano longe de casa. E tudo que eu poderia levar deveria caber em uma mala! Empacotei meu quarto, joguei muita coisa fora, deixei tudo acertado para só voltar daqui a um ano. Tive festa de despedida, dei adeus a muitos, abandonei meu plantão na clínica psiquiátrica onde trabalhava e estava à espera do dia marcado...
domingo, 9 de agosto de 2009
AMAZÔNIA – parte 1

A PALESTRA DAS FORÇAS ARMADAS
No dia 18/05/09 eu e minha turma da faculdade de Medicina da UFF fomos convidados a assistir a palestra das Forças Armadas sobre a necessidade legal de todo recém formado em Medicina, Veterinária, Odontologia e Farmácia se reapresentar para regularizar sua situação junto à “nação”.
Quando fiz 18 anos me apresentei na Marinha e nunca tive a intenção de servir. Fui, felizmente, dispensado por “excesso de contingência” na época.
Estava lá no auditório ouvindo a palestra do Major, quando quase no final ele falou: “...e existe a possibilidade de voluntariado para servir na Amazônia”. Uma estranha sensação surgiu dentro de mim. Uma vontade de uma vez na vida sucumbir à uma aventura que me desviasse de tudo que eu vinha planejando. Recém formado, fazendo pós-graduação de Homeopatia, fazendo cursinho para a residência de Psiquiatria, dando plantões e atendendo ambulatório em uma clínica psiquiátrica... teria que abandonar tudo por um ano, sem falar em abandonar meu namoro, minha família, meus amigos, meus cachorros, minhas aulas de kung fu... tantos detalhes, tantas coisas! Minha cabeça tornou-se um turbilhão naquele momento. E o Major continuava: “vocês terão que passar por uma seleção, fazer um treinamento... não esperamos que vocês se tornem Rambos, mas precisam aprender a prestar uma continência, dar uns tiros, enfim, aprender um pouco sobre a vida militar...”.
E foi assim, após uma simples palestra, sem nunca ter cogitado isso, que decidi me voluntariar para ser médico do Exército por um ano na Amazônia.







